
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse quinta-feira à noite que o governo do país retomará o diálogo com a oposição na sexta-feira e no sábado com o objectivo de «resgatar parte dos recursos sequestrados».
Maduro, que disse que o seu Gabinete está nas comissões de trabalho da Plataforma Unitária que reúne quatro grandes partidos, indicou que o objectivo final das negociações é «salvar parte dos biliões de dólares que foram sequestrados devido às sanções e medidas coercivas unilaterais impostas à Venezuela».
«Este diálogo procura criar um mecanismo prático destinado a abordar necessidades sociais vitais e problemas de serviço público, explicou o presidente numa entrevista com a Rádio Miraflores.
A este respeito, Maduro agradeceu à Noruega e ao México, as autoridades «facilitando» o processo, pela sua participação no estabelecimento dos diálogos com o objectivo de alcançar a paz no país.
Quanto à Noruega, o presidente venezuelano descreveu o seu trabalho diplomático como «prudente, sem qualquer desejo de protagonismo». Entretanto, disse que o México – o local onde o diálogo está a ser retomado – serve de base para que estes diálogos possam ser retomados num novo ponto.
«As agências noticiosas, os meios de comunicação hegemónicos do Ocidente e dos Estados Unidos, bem como os estrangeiros, não vão vir impor nada à Venezuela, nem hoje, nem nunca», disse Maduro.
«Ninguém nos vai impor nada, nem hoje, nem amanhã, nem nunca», acrescentou o líder venezuelano, de acordo com a estação de televisão venezuelana VTV.
Salientou que o seu governo está empenhado no diálogo com todos os sectores da sociedade venezuelana, «mas particularmente com o sector político dependente dos EUA», em referência ao líder da oposição Juan Guaidó, que em Janeiro de 2019 se autoproclamou «presidente encarregado» da Venezuela.
Chavismo deixou a mesa em Agosto de 2021 como sinal de mal-estar sobre a extradição para os Estados Unidos de Alex Saab, considerado o homem da frente de Maduro, mas nos últimos dias retomaram os contactos entre as partes, com uma reunião particularmente simbólica na semana passada no Fórum de Paz de Paris.






