UNICEF confirma 100 crianças mortas no tremor de terra na Indonésia

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Mulher e criança deslocadas pelo terramoto de Cianjur, Indonésia – Algi Febri Sugita/ZUMA Press Wir / DPA

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) confirmou que 100 crianças com menos de 15 anos morreram no terramoto que atingiu a Indonésia na segunda-feira, matando até agora 310 pessoas.

O tremor ocorreu às 13:21 horas, hora local, com o seu epicentro a dez quilómetros a sul de Cianjur, segundo a Agência Meteorológica, Geofísica e Climatológica Nacional da Indonésia (BMKG), que excluiu o risco de um tsunami. O BNPB confirmou que o terramoto abalou a capital, Jacarta, não tendo sido relatadas quaisquer baixas na cidade.

Mais de 2.000 pessoas foram feridas, 56.000 casas foram danificadas e mais de 62.000 pessoas foram obrigadas a evacuar para abrigos, deixando muitos desalojados e sem abastecimento adequado.

Na sua estimativa, que vai até à última quinta-feira, a UNICEF confirma que o número de crianças mortas representa um terço do número total de mortes.

Além disso, a UNICEF descobriu que 45 escolas foram afectadas na zona do tremor de terra e estima que 18 estudantes e cinco professores foram mortos, e 267 estudantes e 10 professores foram feridos.

O fundo da ONU espera que «as necessidades humanitárias aumentem nas áreas afectadas, uma vez que as operações de busca e salvamento em curso revelam o número real de baixas e a escala da necessidade».

O Executivo indonésio está a distribuir materiais chave, incluindo materiais de preparação para catástrofes apoiados pela UNICEF, que beneficiarão cerca de 2.500 crianças.

Estes incluem material educativo como tendas escolares temporárias, ‘escolas numa caixa’ com canetas, cadernos e lápis, e kits de desenvolvimento infantil com jogos apropriados à idade, materiais de desenho e brinquedos.

O governo está também a distribuir materiais fornecidos pela UNICEF para apoiar as crianças a lidar com a angústia e trauma emocional causados pelo impacto do terramoto.

«A UNICEF está pronta a prestar qualquer apoio adicional de que o governo indonésio possa necessitar para proteger as crianças durante este período difícil», diz ele.