
O Presidente ucraniano Volodimir Zelenski anunciou no sábado o lançamento da sua iniciativa «Grão da Ucrânia», destinada aos países mais desfavorecidos de África e da Ásia.
Ao abrigo do programa, a Ucrânia enviará até 60 navios dos portos do Mar Negro do país em redor de Odessa até meados do próximo ano, anunciou o presidente. Especificamente, o governo concordou em enviar 125.000 toneladas de cereais para o Sudão, Iémen, Quénia e Nigéria, em conformidade com o decreto do presidente «Sobre a prestação de ajuda humanitária aos países de África e da Ásia».
«Mesmo quando o país luta com a escassez de alimentos, terras agrícolas devastadas e apagões generalizados, nunca esqueceremos o nosso papel como cidadãos globais responsáveis, especialmente depois de termos passado pela fome como nação», disse Zelenski durante uma comemoração pelas vítimas da fome estalinista no país, Holodomor.
Deve recordar-se que a Rússia concordou em prolongar o acordo de exportação de cereais do Corredor do Mar Negro por mais 120 dias; um pacto ao abrigo do qual 11 milhões de toneladas de produtos agrícolas ucranianos chegaram a 38 países.
Contudo, alguns dos países mais pobres foram deixados fora do mercado devido aos preços elevados dos cereais, daí que este novo mecanismo tenha sido concebido para assegurar que as pressões do mercado que enviam cereais para zonas ricas como a Europa possam ser contrariadas.
Vários países europeus já aderiram a iniciativas semelhantes. O chanceler alemão Olaf Scholz, por exemplo, já declarou que um navio do programa patrocinado pela Alemanha está a caminho de entregar cereais ucranianos na Etiópia.
A França também está preparada para fornecer 6 milhões de euros para ajudar a Ucrânia a enviar alimentos para o Iémen e Sudão, anunciou o Presidente francês Emmanuel Macron. «Os países mais fracos não podem ter de pagar o preço por uma guerra que não queriam», disse ele no Twitter.






