
Centenas de manifestantes na China protestam contra a política «COVID Zero» implementada por Xi Jinping e pelo Partido Comunista após a morte de dez pessoas num incêndio numa área confinada, onde alguns dizem que os trabalhadores de emergência não conseguiram ter acesso a tempo devido a restrições sanitárias.
Embora as autoridades chinesas tenham sido rápidas a negá-lo, foram relatados protestos durante todo o sábado e início da manhã de domingo. Em Xangai, centenas de estudantes universitários acenderam velas para lamentar os mortos e levantaram folhas de papel em branco, um símbolo comum em protestos contra a censura.
Vários vídeos sobre as redes sociais mostram como alguns residentes estão a desafiar a política rigorosa contra o coronavírus, movimentos a que algumas testemunhas entrevistadas pela CNN chamaram «sem precedentes».
A rede americana relata que grupos de estudantes podem ser ouvidos a cantar slogans como «Resignar, Xi Jinping! Retiro, Partido Comunista». «Não quero o teste Covid, quero liberdade» e «Não quero ditadura, quero democracia», acrescentaram eles.
Noutros vídeos, grupos de pessoas cantam o hino nacional chinês e The Internationale, do movimento socialista, ao mesmo tempo que levam bandeiras em protesto contra as medidas rigorosas de Pequim.
Também foram relatados protestos na capital, com uma testemunha a dizer à CNN que os agentes de segurança tentaram cobrir banners usando casacos e cobrindo slogans com tinta preta.
Também na cidade oriental de Nanjing, dezenas de estudantes da Universidade de Comunicação reuniram-se para comemorar os mortos, segurando folhas de papel em branco. Nos vídeos, a rede americana traduz, uma ameaça oficial: «Eles vão pagar pelo que fizeram hoje».
Ao mesmo tempo, o número de infecções por coronavírus está num nível recorde no país, com mais de 40.000 pessoas infectadas.






