
As autoridades colombianas conseguiram libertar cerca de vinte jovens que se encontravam detidos na cidade de Tolima, na parte sul do Pacífico colombiano, pela coluna «Iván Ríos» da Segunda Marquetalia, um dos principais dissidentes do grupo guerrilheiro desaparecido das FARC.
O Provedor de Justiça, Carlos Camargo, informou que a libertação destas 18 pessoas foi conseguida após ter obtido acesso «a uma das zonas mais remotas da zona rural do município». Os cativos caíram nas mãos deste grupo ilegal após vários confrontos armados na área.
«O Gabinete do Provedor de Justiça continuará a utilizar todos os nossos canais humanitários e a nossa capacidade institucional para facilitar a libertação e o regresso em segurança das pessoas detidas por grupos armados ilegais a partir dos territórios», disse Camargo.
Neste sentido, a Camargo pediu mais uma vez a estes grupos armados que dessem sinais de querer alcançar a paz para que pudessem ser tidos em conta como gestos de boa vontade nas negociações subsequentes com o governo.
Na semana passada, o governo de Gustavo Petro e os guerrilheiros do Exército de Libertação Nacional (ELN) iniciaram as primeiras conversações de paz em Caracas quatro anos após a última vez que se sentaram para negociar em Havana.
Embora a chamada lei da ‘paz total’ de Petro apenas diga respeito a grupos políticos armados como o ELN, o governo tem encorajado os dissidentes das FARC – que não estão incluídos neste grupo – a darem sinais de aproximação e a sentarem-se para negociar o fim definitivo da luta interna que tem arrastado o Estado colombiano há mais de meio século.






