
O senador democrata de Connecticut Chris Murphy reconheceu que não dispõe dos 60 votos necessários no Senado para aprovar um projecto de lei para restringir o acesso às armas de assalto, como as utilizadas por Anderson Lee Aldrich na semana passada num clube LGBTI no Colorado, matando cinco pessoas.
Murphy congratulou-se com o facto de o Presidente dos EUA, Joe Biden, ter pressionado o Congresso a votar a proibição de armas de assalto, embora tenha salientado que a situação no Senado é diferente da situação na Câmara dos Representantes, onde foi apoiada uma proibição da sua utilização no final de Julho.
«Temos 60 votos no Senado neste momento? Provavelmente não. Mas vejamos se podemos tentar obter esse número o mais próximo possível de 60», reconheceu Murphy, que no entanto espera que no próximo ano as coisas possam começar a parecer diferentes se os democratas mantiverem o seu lugar na Geórgia, enquanto as recontagens finais das últimas eleições intercalares continuam.
Murphy salientou também na CNN a necessidade de iniciar um debate no Senado sobre o financiamento da aplicação da lei nos condados que se recusam a aplicar as leis nacionais e estatais sobre armas.
«Decidiram que se recusarão a fazer cumprir as leis que estão nos livros. Isso é um problema crescente neste país» e «penso que vamos ter de ter uma conversa sobre isso no Senado», disse o senador democrata, que acusou «60% dos condados» de se recusarem a implementar estas leis de controlo de armas. Temos de fazer algo quanto a isso», disse ele.






