
O Primeiro-Ministro polaco Mateusz Morawiecki disse na segunda-feira que o seu país consideraria aceitar os sistemas de defesa Patriot alemães oferecidos pela Alemanha se estes não fossem entregues à Ucrânia, embora tenha reiterado que o seu país vizinho tem uma maior necessidade de tais armas.
«Consideraremos essa variante, claro, mas gostaríamos de salientar que ninguém quer comprar equipamento para o manter inutilizado», disse o chefe de governo polaco quando questionado numa conferência de imprensa sobre a possibilidade da Alemanha recusar a opção de entregar tais armas à Ucrânia, tal como relatado pela agência Pap.
Morawiecki acredita que a entrega dos sistemas de defesa aérea a Kiev evitaria que mais pessoas fossem mortas por bombas também na parte ocidental do país, uma vez que as tropas russas lançam diariamente mísseis sobre cidades como Lviv, Lutsk e Ivano-Frankivsk.
A este respeito, o primeiro-ministro polaco salientou à Alemanha que a melhor utilização das armas seria defender os céus ucranianos, uma vez que desta forma «servirão também para defender os céus polacos».
Referindo-se ao míssil que caiu em território polaco em meados de Novembro na cidade de Przewodow, Morawiecki salientou que o acontecimento ocorreu porque a defesa aérea ucraniana «muito provavelmente» não conseguiu explodir um míssil russo.
«Então é aí que esta arma fará o maior bem», disse Morawiecki, conforme noticiado pelos meios de comunicação social.
O Ministério da Defesa polaco pediu para transferir o armamento defensivo para território ucraniano, depois de a Alemanha ter oferecido o equipamento após um ataque com mísseis há quinze dias em Prezwodow, perto da fronteira ucraniana, no qual dois civis foram mortos.
As potências ocidentais sugeriram que poderia ser um míssil antiaéreo ucraniano utilizado para a defesa, enquanto o Presidente ucraniano Volodymyr Zelenski sustenta que se tratava de um míssil russo, embora não possa explicar com toda a certeza o que aconteceu no incidente.






