
As autoridades malawianas lançaram uma campanha de vacinação contra a malária que é a primeira do género no mundo, confirmou a Organização Mundial de Saúde (OMS), afirmando que «dá um vislumbre de esperança» ao país.
«O Malawi alargou o acesso à primeira vacina contra a malária do mundo», disse o escritório da agência no Malawi, especificando que o projecto segue um período inicial de implementação em onze distritos do país africano.
Explicou na sua conta Twitter que «a expansão do acesso à primeira vacina contra a malária permitirá que milhares de crianças em risco de adoecer ou morrer beneficiem de um instrumento adicional de prevenção da malária».
Neema Kimambo, chefe da OMS no Malawi, aplaudiu o lançamento da campanha e salientou que «é um marco importante» que vem no meio do trabalho para «acabar com a malária no Malawi e prestar cuidados de saúde para todos».
As autoridades sanitárias do Malawi estão a utilizar a única vacina contra a malária recomendada pela OMS, conhecida como RTS,S, que tem sido testada no Malawi, Gana e Quénia nos últimos anos.
O paludismo, também conhecido como malária, é uma doença potencialmente fatal causada por parasitas transmitidos aos humanos pela picada de fêmeas infectadas de mosquitos anopheles, de acordo com o sítio web da OMS.
O Malawi lançou na segunda-feira uma campanha de vacinação contra a cólera para imunizar 2,9 milhões de pessoas em 13 distritos afectados pelo surto, o que deixou até agora mais de 6.200 casos e quase 190 mortos.
A cólera é uma doença diarreica aguda causada pela ingestão de alimentos ou água contaminada com o «vibrio cholerae bacillus», segundo a OMS, que sublinha que «a cólera continua a ser uma ameaça global à saúde pública e um indicador de desigualdade e falta de desenvolvimento social».






