
O presidente da Confederação da Produção e Comércio do Chile (CPC), Juan Sutil, anunciou na segunda-feira à noite que chegou a um acordo com os camionistas que não assinaram um pacto com o governo no domingo, impedindo-os assim de continuar a mobilização da última semana por mais dias.
Especificamente, Sutil indicou que os camionistas da zona centro-sul e do grupo Fuerza Norte irão ao Ministério dos Transportes para selar o acordo com o governo, como relatado pela ‘Bio Bio Chile’.
«Chegámos a um acordo, chegámos a um acordo tripartido com as autoridades. Agora vamos ao Ministério dos Transportes para assinar um acordo tripartido que foi construído pelos sindicatos dos transportes, os sindicatos do CPC e, claro, o governo», disse Sutil.
«Chegámos a acordos que não podemos detalhar, porque vamos agora às autoridades, que são acordos muito satisfatórios», acrescentou o presidente do CPC.
Entretanto, Freddy Martinez, o líder dos camionistas da zona centro-sul, indicou que o acordo já está a ser consultado pelo rank and file e que tudo o que resta é assiná-lo.
«Isto foi construído com base na projecção de trabalho conjunto, com os geradores de carga, os camionistas que têm dificuldade em avançar, vamos agora assinar este acordo, por isso temos as melhores energias sobre este acordo», disse Martínez.
O governo chileno invocou a lei de segurança na quarta-feira passada para lidar com a greve dos camionistas devido à perturbação que estão a causar nas estradas.
A Ministra do Interior e da Segurança, Carolina Tohá, confirmou que tinham tomado a decisão de processar criminalmente – através da Lei de Segurança do Estado – os camionistas que mantêm bloqueios em vários pontos do país.
A Confederación de Transportistas Fuerza del Norte iniciou na segunda-feira uma greve indefinida em protesto contra os preços elevados dos combustíveis e a insegurança nas estradas, depois de há três meses os camionistas terem pedido ao ministro das finanças que pusesse fim às subidas de preços.






