
O Presidente do Uganda Yoweri Museveni apelou a um cessar-fogo no leste da República Democrática do Congo (RDC) e salientou que os grupos armados que combatem na zona podem ser derrotados pela força regional da Comunidade da África Oriental (EAC).
«O caminho político começa com o diálogo. O diálogo deve ser precedido de um cessar-fogo onde haja combates activos e a retirada das forças», afirmou, no quadro do processo de diálogo entre o governo congolês e vários grupos armados na capital queniana, Nairobi.
Salientou que «uma solução pacífica deve ser o resultado do diálogo» e advertiu que «os grupos armados que causam insegurança podem ser derrotados se os esforços (dentro da EAC) forem harmonizados», segundo o jornal ugandês «Daily Monitor».
«Se algum grupo congolês não respeitar a fórmula acordada após o diálogo, as forças combinadas da África Oriental descerão sobre eles. Nenhuma força pode desafiar os esforços combinados da África Oriental», disse o presidente ugandês.
O diálogo intercongolês, mediado pela EAC, inclui líderes comunitários do leste do país para tentarem alcançar um acordo de paz, face a novos combates, o que levou o bloco a enviar uma missão militar para o leste da RDC.
A nova ronda de conversações em Nairobi, que começou na segunda-feira, vem depois do grupo rebelde Movimento 23 de Março (M23) ter dito durante o fim-de-semana que aceita em princípio o acordo de cessação das hostilidades na província do Kivu Norte, embora tenha avisado que se reserva qualquer direito de responder a quaisquer ataques.
A RDC e o Ruanda concordaram com a cessação das hostilidades, bem como com a retirada da M23, numa cimeira em Luanda, capital de Angola, para fazer avançar a normalização das relações diplomáticas. O M23 é acusado desde Novembro de 2021 de realizar ataques contra as posições do exército da RDC no Kivu do Norte, sete anos após as partes terem chegado a uma trégua.






