
O governo do Japão aprovou na quinta-feira uma lei para ajudar pessoas que sofreram dificuldades financeiras e foram afectadas por doações solicitadas por grupos e movimentos religiosos controversos, tais como a Igreja da Unificação, cujo caso ficou sob os holofotes depois do assassino auto-confesso do antigo primeiro-ministro Shinzo Abe o ter ligado à organização, que ele culpa por ter arruinado a sua família.
O regulamento permitirá aos apoiantes de tais organizações e às suas famílias cancelar tais doações se tiverem sido solicitados «maliciosamente» e proíbe tais grupos de pedir emprestado dinheiro aos seus apoiantes e depois doá-lo.
A oposição, contudo, insistiu na necessidade de alargar as restrições para proteger mais vítimas ao abrigo da legislação, de acordo com a agência noticiosa Kiodo.
A legislação foi elaborada depois de familiares de antigos seguidores da Igreja da Unificação terem enviado queixas ao governo, alegando que o grupo faliu as suas famílias devido às grandes doações solicitadas.
A taxa de aprovação do Primeiro-Ministro Fumio Kishida caiu em grande parte devido à inacção governamental na abordagem das questões. A Igreja da Unificação, fundada no país em 1954, é conhecida pelas suas «vendas espirituais» e por pressionar os seguidores a comprar artigos a preços exorbitantes.
A legislação sobre tais doações irá agora proibir estes grupos de recolher fundos ilícitos através de coerção. Os grupos envolvidos em solicitações injustas podem enfrentar multas até um milhão de ienes (cerca de 7.200 euros) e penas de prisão até um ano.






