
O líder histórico dos guerrilheiros do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), Abdullah Ocalan, apelou ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem (TEDH) na quinta-feira no seu processo contra a Grécia por alegadamente ter violado o seu direito de pedir asilo em 1999 quando foi detido na embaixada do país no Quénia.
O pedido, que foi aceite pelo tribunal, diz respeito à sua chegada a solo grego em 1998, ao seu pedido de asilo e subsequente detenção, e aponta os agentes dos serviços secretos turcos como responsáveis pelo seu «rapto» no Quénia e subsequente prisão por terrorismo.
Acusa ainda a Grécia de não ter sequer processado o seu pedido de asilo e insiste que a sua detenção «foi ilegal», pois não lhe foi dada a oportunidade de defender os seus direitos perante a justiça grega, mas foi imediatamente entregue à Turquia para extradição.
Segundo os seus advogados, a Grécia violou a Convenção Europeia dos Direitos do Homem há 20 anos quando foi preso. Fontes diplomáticas disseram ao diário «Kathimerini» que Atenas responderá em conformidade com o procedimento estabelecido pela CEDH.
Öcalan, fundador da PKK – considerada uma organização terrorista pelo governo turco – foi condenado em 1999 a prisão perpétua por terrorismo e separatismo. No entanto, continua a defender a independência do Curdistão, um território que abrange partes da Síria, Iraque, Irão e Turquia.






