
Por ocasião do Dia Internacional para a Abolição da Escravatura, o Secretário-Geral das Nações Unidas António Guterres advertiu na sexta-feira que cerca de 50 milhões de pessoas foram escravizadas em 2021.
«Devemos identificar e erradicar as formas contemporâneas de escravatura, tais como o tráfico humano, a exploração sexual, o trabalho infantil, o casamento forçado e a utilização de crianças em conflitos armados», explicou, acrescentando que os grupos mais vulneráveis são as minorias étnicas, religiosas e linguísticas, bem como os migrantes, as crianças e a comunidade LGBT, muitos dos quais são mulheres.
Guterres apelou aos governos mundiais para se comprometerem a combater este flagelo e exigiu que tomassem «mais medidas com a plena participação de todas as partes interessadas, incluindo o sector privado, os sindicatos, a sociedade civil e as instituições de direitos humanos».
Finalmente, o Secretário-Geral da ONU explicou que «o legado do comércio transatlântico de africanos escravizados ressoa até hoje, cicatrizando as nossas sociedades e impedindo o desenvolvimento equitativo».






