
O presidente do Governo de Unidade Nacional da Birmânia, Duwa Lashi La, recusou-se na sexta-feira a manter conversações com representantes da junta militar que governa o país desde o golpe de Estado de 1 de Fevereiro de 2021 até que os militares «deixem de matar civis» e deixem a vida política.
«O povo já expressou o seu desejo de não apoiar o diálogo com a junta a qualquer custo. Contudo, em nome do futuro do nosso país, o Governo de Unidade Nacional está a procurar o caminho necessário para avançar», disse, antes de sublinhar a necessidade de abolir a Constituição de 2018.
Salientou que o exército «não deve interferir na distribuição da ajuda humanitária aos cidadãos» e afirmou que a comunidade internacional «deve servir de mediador». «Já tivemos em conta que a junta permanecerá no poder a todo o custo, apesar da morte de civis ou mesmo se o país entrar em colapso», disse, segundo informações do diário ‘The Irrawaddy’.
O presidente do governo paralelo formado pela Liga Nacional para a Democracia (NLD) após as eleições de Novembro de 2020 também salientou que «para exercer pressão sobre o regime e fazer com que este chegue à mesa, são necessários sistemas de defesa antiaérea para poder enfrentar o bombardeamento das forças de resistência por parte da junta».
«Se tivéssemos este tipo de armas, poderíamos ganhar em seis meses. Eles teriam de nos ouvir. Aceitariam também as propostas da ASEAN e iriam ao encontro das exigências dos Estados Unidos, da União Europeia e de outros países», disse ele.
Neste sentido, apelou ao apoio internacional à resistência e salientou que «se recebessem o mesmo apoio que a Ucrânia dos Estados Unidos e da UE, o sofrimento do povo birmanês acabaria finalmente».






