
A Jurisdição Especial para a Paz (JEP) convocou o antigo líder paramilitar Rodrigo Tovar Pupo, vulgo ‘Jorge 40’, para uma audiência pública nos dias 26 e 27 de Janeiro de 2023 para testemunhar sobre a sua alegada relação com a aplicação da lei durante o conflito interno da Colômbia.
A comparência perante o JEP de ‘Jorge 40’ é a última oportunidade que tem de tirar partido deste tipo de justiça especial como colaborador de terceiros, desde que possa provar que antes de fazer parte das Forças Unidas de Auto-Defesa da Colômbia (AUC) ajudou estes grupos como civil e que os crimes foram cometidos em conluio com a polícia ou o exército.
Até agora, o JEP tinha negado o seu pedido de protecção, uma vez que este tribunal especial, criado após os acordos de paz com os agora extintos guerrilheiros das FARC, não tem jurisdição sobre grupos paramilitares.
Jorge 40′ testemunhará da prisão de La Picaleña, na cidade de Ibagué (Tolima), onde esteve desde o seu regresso dos Estados Unidos em 2020, depois de cumprir uma pena de doze anos por tráfico de droga. Foi recentemente condenado a 40 anos de prisão por um duplo homicídio em 1999.
Tal como outros paramilitares ilustres como Salvatore Mancuso, «Jorge 40» também se juntou à política de desmobilização do ex-Presidente Álvaro Uribe, reconhecendo a sua participação em mais de 1.400 crimes, incluindo 300 massacres, pelos quais terá agora de responder se não conseguir tirar partido da JEP.






