
O Presidente francês Emmanuel Macron pintou um amplo quadro de segurança a médio prazo do conflito na Ucrânia ao recomendar, após se ter comprometido a continuar a enviar ajuda ao governo em Kiev, que a Rússia receba algum tipo de «garantia de segurança» se decidir sentar-se e negociar o fim do conflito.
«Nas próximas semanas, teremos de ajudar a Ucrânia a resistir, os ucranianos a aguentar, a continuar a ajudar militarmente e a intervir com muita precisão para proteger as centrais eléctricas», explicou Macron numa entrevista transmitida na TF1 no sábado.
No entanto, o presidente também recomendou que se continuasse a preparar o «diálogo» para «o dia em que todos regressem à mesa (de negociação)».
«Há uma coisa que depende dos ucranianos, é a questão das fronteiras. Isto é algo que temos de preparar», declarou o presidente, que acaba de regressar de uma visita aos Estados Unidos, onde se encontrou com o Presidente Joe Biden, durante a qual os dois discutiram «a arquitectura de segurança em que queremos viver amanhã».
Macron referiu-se assim aos receios da Rússia quanto à presença da OTAN nas suas fronteiras, especialmente quando países como a Suécia e a Finlândia pediram para aderir na sequência do conflito.
«É uma questão que faz parte dos factores de paz e, portanto, para a qual temos de estar preparados: o que estamos preparados para fazer, como protegemos os nossos aliados e os Estados membros, dando simultaneamente garantias para a sua própria segurança à Rússia no dia em que esta voltar à mesa?






