
O Ministro da Indústria da República Democrática do Congo (RDC), Julien Paluku, aumentou para 272 o número de civis mortos na passada terça-feira num alegado massacre cometido pelo grupo rebelde Movimento 23 de Março (M23) na cidade de Kisishe, território Rutshuru, no leste do país.
Paluku, antigo governador da região do Kivu Norte, explicou numa conferência de imprensa que entre os mortos encontram-se menores que foram massacrados numa igreja e num hospital.
No entanto, o M23 denunciou as acusações de Kinshasa como «infundadas» e salientou que «o M23 nunca atacou populações civis».
Numa cimeira na capital de Angola, Luanda, para fazer avançar a normalização das relações diplomáticas, a RDC e o Ruanda acordaram um cessar-fogo na sexta-feira passada, bem como uma retirada da M23 das áreas recentemente conquistadas na província.
A nova ronda de conversações na capital queniana, Nairobi, iniciada na segunda-feira da semana passada, vem depois de o grupo rebelde ter dito aceitar em princípio o acordo de cessação das hostilidades na província do Kivu Norte, embora tenha advertido que se reserva qualquer direito de responder a qualquer ataque.
Separadamente, pelo menos treze pessoas foram mortas na segunda-feira num ataque de indivíduos armados na aldeia de Kingala Matele no território de Bagata, em Kwilu.
Os assaltantes, liderados pelo pseudónimo ‘Mobondo’, vieram de Bukangalonzo, na província de Kwango, segundo o chefe do sector Wamba, Martin Gabia, em declarações ao portal congolês Actualite. A aldeia foi saqueada pelos atacantes.






