
As autoridades iranianas anunciaram na terça-feira o desmantelamento de várias células alegadamente ligadas à Organização dos Mujahedines do Povo do Irão (PMOI), considerada um grupo terrorista por Teerão.
O ministério iraniano dos serviços secretos afirmou que «múltiplas células adormecidas operacionais ligadas ao grupo terrorista PMOI foram identificadas e desmanteladas pelas forças dos serviços secretos».
As operações foram realizadas em Teerão, Isfahan e na região do Curdistão, segundo a agência noticiosa iraniana Mehr, segundo a qual dez suspeitos foram detidos durante as operações.
Finalmente, o Ministério dos Serviços Secretos afirmou que «todas as actividades terroristas (por estas células desmanteladas) foram realizadas sob ordens directas do bastião da PMOI na Albânia».
A Albânia anunciou em Setembro que estava a cortar relações com o Irão na sequência de uma investigação sobre um ataque informático em Julho de 2022, uma decisão descrita como «imprudente e míope» por Teerão.
A PMOI, que participou activamente na revolução que derrubou Shah Reza Pahlevi com um discurso islamista misturado com uma adaptação da ideologia marxista, lutou do lado do regime de Saddam Hussein na guerra com o Irão entre 1980 e 1988 depois de denunciar as acções da liderança religiosa instalada pelos ayatollahs.
O grupo foi perseguido pelas autoridades religiosas do Irão, o que levou o então líder do grupo, Masud Rajavi, a alcançar um pacto com Hussein em 1986 no meio da guerra entre os dois, após o que o então líder supremo do Irão, Ayatollah Ruhollah Khomeini, ordenou a execução de alegados membros e simpatizantes da organização.






