
A representação diplomática da União Europeia apelou ao Afeganistão para abolir a pena de morte no país depois dos Talibãs terem anunciado na quarta-feira a primeira execução pública desde que os fundamentalistas voltaram ao poder em Agosto de 2021.
«A União Europeia apela aos Talibãs para que ponham termo a quaisquer execuções futuras e, em vez disso, prossigam uma política com vista à abolição da pena capital», lê-se numa declaração do Serviço Europeu para a Acção Externa.
Juntou-se para condenar «nos termos mais fortes» a execução pública de um homem na província de Farah, no mesmo sentido que as Nações Unidas.
A UE reafirmou também a sua «firme oposição» à pena de morte «em qualquer momento e em qualquer circunstância». «É um castigo cruel e desumano, que não serve de dissuasor ao crime e representa uma negação inaceitável da dignidade e integridade humanas», continua a carta.
A este respeito, Bruxelas salientou que as instituições continuam a trabalhar em prol da abolição universal da pena de morte.
«As questões dos direitos humanos estão no centro das relações internas e externas da UE, afectando directamente todas as nossas políticas», conclui o órgão.
O porta-voz do gabinete dos direitos humanos da ONU, Jeremy Laurence, condenou a execução no Afeganistão de um homem condenado por homicídio.
«As execuções públicas constituem uma forma de tratamento ou punição cruel, desumana ou degradante. Tais execuções são de natureza arbitrária e contrárias ao direito à vida protegido pelo Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos, do qual o Afeganistão é um Estado parte», disse ele numa declaração em que descreveu a execução como «profundamente perturbadora».






