
Os ministros do Interior da União Europeia confirmaram na quinta-feira o acordo político entre instituições de não reconhecer quaisquer documentos de viagem russos emitidos nas áreas ocupadas da Ucrânia ou da Geórgia, uma medida que faz parte de uma resposta comum à guerra de Vladimir Putin contra a Ucrânia.
Assim, os passaportes emitidos nas regiões ocupadas pela Rússia na Ucrânia ou em territórios dissidentes na Geórgia (Abcásia e Ossétia do Sul) serão rejeitados pelos países da UE, que também não reconhecerão os documentos de viagem necessários para processar um visto ou entrar no espaço Schengen sem fronteiras.
Embora os Estados membros já rejeitem individualmente os documentos consulares russos emitidos nas regiões ocupadas da Ucrânia e da Geórgia, a UE-27 pretendia fornecer um quadro comum e assim assegurar o bom funcionamento da fronteira externa da UE.
«A guerra de agressão contínua da Rússia contra a Ucrânia é um desrespeito flagrante pela ordem internacional baseada em regras, pondo em perigo a paz e a segurança europeias», disse Vit Rakusan, Ministro do Interior checo e Presidente em exercício da UE.
«A decisão de hoje do Conselho é mais uma prova de que apoiamos firmemente a Ucrânia. Nunca reconheceremos a anexação ilegal da Rússia ao seu território e reiteramos o direito da Ucrânia de libertar e recuperar o controlo total sobre todos os territórios ocupados», acrescentou ele.






