
O governo francês condenou «firmemente» a execução de um manifestante iraniano ordenado pelas autoridades do país, a primeira execução relatada desde o início dos protestos contra a morte sob custódia do jovem Mahsa Amini por usar incorrectamente o véu islâmico.
«Esta execução vem juntar-se a numerosas outras violações graves e inaceitáveis dos direitos e liberdades fundamentais cometidas pelas autoridades iranianas», lamentou o ministério.
«A França reafirma o seu compromisso com a liberdade de manifestação pacífica e condena veementemente a repressão dos manifestantes iranianos. As suas aspirações a mais liberdade e respeito pelos seus direitos são legítimas e devem ser ouvidas», acrescentou a declaração.
O prisioneiro foi condenado por ferir «intencionalmente» um segurança com uma faca comprida e bloquear uma rua na capital, informou a agência noticiosa semi-oficial Tasnim.
As autoridades iranianas rejeitaram o recurso do advogado do prisioneiro como «não válido nem justificado», pois consideram-no culpado de «crimes de guerra» por bloquear a rua, ameaçar com armas e confrontar oficiais.
O Supremo Tribunal do Irão – que considera as acções do manifestante como um «exemplo de hipocrisia» – aprovou a sentença na quinta-feira de manhã e executou a decisão.
Os juízes apoiaram-se em alegadas declarações de testemunhas do incidente, que disseram que as pessoas presentes estavam muito assustadas com a presença do manifestante armado.






