
O primeiro-ministro sul-coreano Han Duck Soo disse na quinta-feira que o governo ordenou aos camionistas de aço e petroquímicos grevistas que regressassem ao trabalho quando entrassem numa quinzena de greves no meio de perturbações crescentes na cadeia de abastecimento.
Han justificou a decisão do governo com o argumento de que a greve «prolongada e injustificável» está a prejudicar «seriamente» a indústria e economia da Coreia do Sul. Neste sentido, advertiu que as greves irão afectar os carregamentos de exportações chave, tais como os sectores automóvel e naval.
Esta é a segunda exigência do governo sul-coreano para que os camionistas grevistas regressem ao trabalho, depois de os camionistas da indústria do cimento terem sido chamados na semana passada.
«A posição do governo é firme. O governo não se envolverá na ilegalidade e não os responsabilizará», salientou Han numa conferência de imprensa na quinta-feira, relata a agência noticiosa Yonhap.
Desde 24 de Novembro, milhares de camionistas têm estado em greve para exigir melhores condições de trabalho e remuneração.
Segundo a lei sul-coreana, o não cumprimento da ordem do governo de regressar ao trabalho pode acarretar penalidades até três anos de prisão e multas até 30 milhões de won (21.500 euros). Até à semana passada, a Coreia do Sul não tinha invocado esta lei desde que ela foi aprovada em 2004.






