
As autoridades búlgaras disseram na sexta-feira que o país revogou os chamados «passaportes de ouro» de doze pessoas após terem detectado possíveis irregularidades na concessão destes documentos, emitidos numa tentativa de encorajar o investimento estrangeiro no país.
O Ministro da Justiça Krum Zarkov disse à Agência Telegráfica Búlgara que cinco outros casos estão também a ser investigados após os passaportes terem suscitado controvérsia.
Explicou que foram concedidos um total de 120 passaportes deste tipo, os quais foram fortemente criticados pelas principais instituições europeias. Os passaportes permitem aos magnatas e milionários de países terceiros obter a cidadania em troca do investimento de grandes somas de dinheiro.
A Agência Nacional de Segurança do Estado búlgara está agora a rever a concessão destes passaportes, embora não tenham sido divulgados pormenores sobre a identidade daqueles cuja cidadania tenha sido revogada.
Em meados de 2021, Yanaki Stoilov, o então Ministro da Justiça em exercício, aprovou a divulgação de informações sobre estes passaportes à agência de segurança nacional. Subsequentemente, o seu sucessor, Nadezhda Yordanova, explicou que as autoridades tinham registado cinco casos de violações graves do procedimento de cidadania e que o governo tinha aberto um inquérito.
No total, houve 47 casos suspeitos. «O Ministério da Justiça mostrou que quando existem factos suficientemente claros não há hesitação em enviar uma proposta ao presidente para retirar a cidadania», salientou Zarkov numa tentativa de defender a transparência do governo.






