
Os procuradores alemães pediram às autoridades italianas e austríacas na sexta-feira para extraditar dois extremistas alegadamente ligados ao grupo de extrema-direita «Rechsbürger» (Cidadãos do Reich), que planeavam realizar um golpe de Estado.
No entanto, ainda não se sabe quando estes dois suspeitos poderão comparecer perante os juízes de instrução do caso no Supremo Tribunal Federal de Karlsruhe, no sudoeste do país.
A decisão vem dois dias depois de o próprio Ministério Público ter pormenorizado que os 25 detidos durante uma série de rusgas policiais em onze estados federais eram membros e apoiantes de uma «organização terrorista» que pretendia derrubar o governo alemão.
Dos detidos, 22 são acusados de pertencerem a uma organização terrorista que procura derrubar o sistema político. As outras três cargas acessórias faciais. Todos são alemães, excepto um nacional russo.
O Ministério Público advertiu na quarta-feira que «os membros da associação estão conscientes de que este projecto só pode ser alcançado através de meios militares e violentos contra representantes do Estado, o que inclui cometer assassinatos» e observou que os réus estão «unidos por uma profunda rejeição das instituições do Estado e da ordem democrática livre na Alemanha».
Identificou ainda os alegados líderes como «Rudiger» e «Príncipe Henrich XIII». Este último é o trisneto de Wilhelm II da Alemanha, o último imperador alemão e rei da Prússia, que foi forçado a abdicar em 1918 após a Primeira Guerra Mundial.






