
O Presidente cubano Miguel Díaz-Canel responsabilizou na sexta-feira a crise no Peru, onde o agora ex-presidente Pedro Castillo está detido após ter sido destituído pelo Congresso, por um «processo liderado por oligarquias» para «subverter a vontade do povo».
O líder cubano indicou assim que a situação no Peru é o resultado das acções levadas a cabo por estas «oligarquias dominantes» para pôr fim à vontade do povo que «tinha eleito o seu governo de acordo com a lei peruana».
Numa mensagem transmitida no Twitter, Díaz-Canel defendeu o «princípio da não ingerência nos assuntos internos dos Estados» e insistiu que «cabe ao povo peruano encontrar por si próprio soluções para os seus desafios, em virtude dos seus legítimos interesses». «Estas decisões devem ser respeitadas», disse ele.
O Congresso do Peru aprovou na quarta-feira a demissão de Castillo pouco depois de ele ter anunciado a dissolução do Congresso e declarado um governo de excepção, tudo isto no meio de fortes pressões políticas e investigações sobre alegada corrupção contra ele desde a sua tomada de posse em Julho de 2021.
Castillo está agora detido enquanto a investigação continua contra ele pelo alegado crime de rebelião, depois de ter anunciado a dissolução do parlamento. Como exigido pela constituição, a então vice-presidente, Dina Boluarte, assumiu a presidência.






