
Um Procurador-Geral dos EUA pediu a um tribunal de recurso no Distrito de Columbia (Washinghton DC) para rejeitar a petição de Donald Trump e concluir que o antigo Presidente dos EUA agiu «fora do âmbito do seu gabinete» quando fez declarações difamatórias contra a jornalista Elizabeth Jean Carroll em 2019.
Num resumo ‘amicus curiae’, o procurador Karl Racine afirmou que o antigo presidente agiu «unicamente para satisfazer os seus motivos pessoais». «A última tentativa de Trump de escapar à responsabilidade legal num caso de difamação contra ele deve ser rejeitada liminarmente», disse ele.
A este respeito, instou, de acordo com uma declaração publicada no seu perfil no Twitter, o tribunal de apelação a «seguir décadas de precedentes» em Washington DC e decidir que Trump «não estava a agir no interesse dos Estados Unidos quando fez comentários pessoais contra Carroll».
Elisabeth Jean Carroll apresentou um processo em 2019 no tribunal estatal contra o antigo presidente dos EUA por difamação devido à forma como o magnata de Nova Iorque negou uma primeira alegação de violação contra ela depois de dizer «ela não era o seu tipo» e que «ele estava a fazê-lo para vender».
A jornalista escreveu no seu livro «Para que precisamos de homens?» que Trump a agrediu sexualmente nos provadores de uma loja de Manhattan em meados da década de 1990. Segundo ela, conheceu Trump na Quinta Avenida em Nova Iorque e foram a uma loja de lingerie para comprar um presente para uma mulher, onde o ex-presidente alegadamente a empurrou para um provador e violou-a.
Carroll começou a contar a história neste livro, publicado na edição online de ‘The New Yorker’. Ela apresentou então a queixa. Carroll explicou na altura que tinha dado este passo encorajado pelo movimento #MeToo.






