
O presidente do Instituto Nacional Eleitoral Mexicano, Lorenzo Córdova, criticou no sábado a reforma eleitoral promovida pelo Presidente Andrés Manuel López Obrador e aprovada pelo Parlamento e garantiu que as mudanças «põem em risco» os processos eleitorais de 2023 e 2024.
Córdova considera que as modificações às leis secundárias introduzidas por esta proposta «ameaçam o bom desempenho do órgão eleitoral», pois poderiam alterar a «qualidade técnica» das eleições e a «governação democrática», relata o ‘Infobae’.
«Com a reforma (…) a base do profissionalismo, certeza e qualidade técnica que hoje caracteriza a organização de eleições certas, transparentes, fiáveis e legítimas é prejudicada», disse ele numa aparição.
O funcionário eleitoral salientou que este chamado «Plano B» aumenta a carga de trabalho dos organizadores das eleições, o que, na sua opinião, poderia levar a imprecisões.
«Eliminar indiscriminadamente cargos de serviço profissional, fundir estruturas que têm dinâmicas de trabalho intensas, diversas e por vezes sobrepostas, aumentar o número de boletins de voto que os presidentes receberão e reduzir o tempo para a formação daqueles que irão compor as mesas de voto são, entre outras, medidas que claramente não contribuem para a certeza dos processos eleitorais», apontou.
Criticou também a falta de consenso na Câmara dos Deputados onde a reforma foi aprovada. «As regras do jogo democrático exigem por definição o maior consenso possível a fim de garantir que no dia seguinte, todos os concorrentes e partidos políticos aceitem os resultados e o veredicto das urnas sem argumentos».






