
Na sexta-feira, os partidos políticos chilenos encerraram mais uma semana de negociações para o novo processo constituinte sem chegar a um acordo, enquanto a oposição rejeita que toda a equipa que irá redigir a nova constituição seja eleita nas urnas.
O presidente do Senado chileno, Álvaro Elizalde, explicou que não foi alcançado um ponto de consenso e que as posições se afastaram nas últimas horas, de acordo com a «Bio Bio Chile».
«Esta noite estou desapontado, mas acredito que não devemos desistir, devemos insistir num acordo para o Chile, por isso quero apelar a todas as forças políticas que participaram no diálogo para que estejam à altura do que o Chile nos exige», disse ele.
O partido no poder propôs que a equipa fosse composta por 70 pessoas eleitas nas eleições e uma equipa de peritos para apoiar as comissões de harmonização e transição, de acordo com o mesmo jornal.
As partes estavam perto de chegar a acordo sobre uma mesa de 50 membros eleitos, mas Amarillos por Chile – que faz parte da coligação Chile Vamos – pressionou para que este pacto não fosse assinado.
Por esta razão, o Partido por la Democracia argumenta que o partido no poder está a fazer esforços para fornecer diferentes alternativas que vão mesmo contra os programas das forças políticas que o compõem. «Mas não houve a generosidade necessária e a verdade é que estou profundamente desapontada com o papel desempenhado por Amarillos», disse a sua presidente, Natalia Piergentili.






