
O Ministro da Agricultura, Pescas e Alimentação, Luis Planas, considerou a redução dos dias de pesca no Mediterrâneo para 2023 proposta pela Comissão Europeia como «inaceitável».
«A Espanha não pode apoiar uma redução dos dias de pesca como a que foi proposta. Estamos a falar de uma redução adicional de três semanas por embarcação», disse ele.
O ministro defendeu um acordo de pesca equilibrado para Espanha, que permite manter a actividade e a rentabilidade da frota, ao mesmo tempo que preserva os recursos.
Foi o que disse este domingo no Conselho de Ministros da Agricultura e Pescas da União Europeia (UE) que se realiza em Bruxelas, onde tentarão chegar a um acordo político sobre os totais admissíveis de capturas (TAC) e quotas para 2023 nas águas da UE e não UE, bem como sobre as possibilidades de pesca, em dias de actividade, no Mediterrâneo.
O ministro salientou que as prioridades da Espanha são conseguir aumentos nas quotas de pescada do Sul, uma espécie de grande interesse para a frota e para os consumidores, e cuja situação biológica melhorou consideravelmente. Planas está confiante que, após oito anos de cortes, graças aos dados científicos favoráveis, as possibilidades de pesca desta espécie irão aumentar.
Em relação à enguia, a Espanha não concorda com os «cortes drásticos» propostos nos períodos de pesca, que na prática significam o encerramento da pesca, e tem mantido a importância de «propostas equilibradas».
No que diz respeito às negociações entre a UE e o Reino Unido, o ministro manifestou a sua preocupação, pois o acordo deveria ter sido assinado este sábado, 10 de Dezembro. Por esta razão, defendeu «mais tempo para chegar a um bom acordo» antes de adoptar rapidamente um mau acordo.
PROPOSTA DE QUOTAS MULTI-ANUAIS Do mesmo modo, a Espanha, com o apoio da França e de Portugal, propôs a necessidade de estabelecer quotas plurianuais para certas espécies de pesca, para dois e até três anos, a fim de proporcionar uma maior estabilidade e capacidade de planeamento da actividade pesqueira. O objectivo desta iniciativa, que seria lançada sob a presidência espanhola no segundo semestre de 2023, é permitir ao sector das pescas planear melhor a sua actividade empresarial, sob parecer científico plurianual.
«Se fizermos um esforço colectivo, podemos identificar essas reservas e avançar. Será um sinal de que nos estamos a modernizar, como Conselho, ao mesmo tempo que modernizamos o sector», observou.
A reunião continuará na segunda-feira 12 de Dezembro, onde serão discutidos a situação do mercado, os planos estratégicos da Política Agrícola Comum (PAC), as indicações geográficas e esquemas de qualidade, o bem-estar animal, bem como a utilização sustentável dos produtos fitossanitários e a rotulagem na frente da embalagem.






