
A vice-presidente argentina Cristina Fernández de Kirchner denunciou este sábado as «práticas mafiosas» em que os meios de comunicação hegemónicos se envolvem, depois de o jornal ‘La Nación’ ter publicado um artigo em que ela «ameaça prender a sua filha», Florencia Kirchner.
«Se há uma coisa que a máfia e o tráfico de droga têm em comum, é que matam as crianças e os familiares das pessoas que decretam como seus inimigos. La Nación» ameaça mais uma vez aprisionar Florencia, a minha filha. Parece que não era suficiente que os meios de comunicação hegemónicos a fizessem adoecer», disse ela numa declaração publicada em redes sociais.
Neste sentido, recordou o «episódio dramático e mafioso» sofrido pela ex-procuradora-geral Alejandra Gils Carbó, depois de outro órgão de comunicação social, o ‘Clarín’, ter tornado público o número de telefone de uma das suas filhas.
Cristina também partilhou um excerto da publicação intitulada «Certezas y dudas de la contraofensiva cristinista» (Certezas e dúvidas da contra-ofensiva cristinista), que ela argumentou carecer de originalidade e ser «uma simples repetição de práticas mafiosas que, apesar da sua impunidade, continuam a levar a cabo».
No texto, o ex-presidente também apelou para que a democracia não fosse «tirada pelas máfias», referindo-se ao Dia dos Direitos Humanos e aos 39 anos decorridos desde a derrota da ditadura.






