
As autoridades neozelandesas impuseram na segunda-feira sanções contra mais 23 pessoas por alegadamente apoiarem a invasão russa da Ucrânia como parte de uma série de medidas tomadas em retaliação às acções dos militares russos.
A Ministra dos Negócios Estrangeiros do país, Nanaia Mahuta, disse que as medidas visam «indivíduos e redes de desinformação na sequência das acções agressivas do (Presidente russo) Vladimir Putin».
«Putin continua a utilizar uma rede de agências de comunicação e comentadores influentes como parte de uma máquina de propaganda para espalhar informações falsas e mentiras como parte de uma narrativa concreta sobre a invasão da Ucrânia», disse ela numa declaração.
Ela explicou que os indivíduos sancionados «têm um impacto directo sobre a percepção pública da guerra ilegal da Rússia». «Entre eles estão representantes dos meios de comunicação e agências de informação russos», disse ela.
Acusou-os de criar um «nevoeiro de desinformação que serve os interesses russos na sua ofensiva sobre o território soberano da Ucrânia». «Este anúncio mostra a nossa total rejeição da narrativa de Putin e das suas tentativas de manipular a comunidade internacional», disse ele.
«A última ronda de sanções expande as já aplicadas em Maio contra os actores da desinformação russos e inclui agora indivíduos que trabalham para agências noticiosas e outros meios de comunicação social», afirmou.
O governo da Nova Zelândia impôs sanções contra mais de 1.200 indivíduos e entidades durante a guerra da Ucrânia e também introduziu sanções comerciais sem precedentes, levando a uma clara redução dos laços comerciais entre as partes.






