
O gabinete do Presidente sul-coreano Yoon Suk Yeol na segunda-feira recusou-se a demitir o Ministro do Interior e da Segurança Lee Sang Min apesar da moção de impeachment contra ele e disse que a sua possível partida só teria lugar quando a investigação sobre a tragédia humana de Itaewon estivesse concluída.
«Não há mudança na nossa actual posição de que a questão da demissão é algo a ser decidido depois de a verdade ser claramente determinada», disse o porta-voz adjunto presidencial Lee Jae Myoung durante uma conferência de imprensa, informou a agência noticiosa Yonhap.
Isto vem depois da Assembleia Nacional da Coreia do Sul, onde a oposição tem maior peso, ter aprovado no domingo uma moção para demitir o ministro do Interior e da Segurança por causa da resposta falhada do governo à tragédia de Itaewon, na qual pelo menos 158 pessoas foram mortas.
A moção, aprovada na quinta-feira pelo Partido Democrata (DP), foi aprovada com 182 votos a favor e um voto inválido. Membros do Partido do Poder Popular (PPP) no poder deixaram a sala antes do início do processo de votação, que precisava de reunir pelo menos 150 apoiantes.
Foi a segunda moção aprovada pela Assembleia para demitir um membro do gabinete da Yoon. Em Setembro, o mesmo partido apresentou uma moção de impeachment contra o Ministro dos Negócios Estrangeiros Park Jin por causa de uma controvérsia sobre as viagens do presidente ao Reino Unido e aos EUA, mas Yoon rejeitou-a.






