
As autoridades iranianas disseram na terça-feira que um total de 400 pessoas foram condenadas pelo seu envolvimento nos protestos que se arrastam há quase três meses pela morte sob custódia de Mahsa Amini, que foi preso por alegadamente usar o véu de forma incorrecta.
O procurador-geral da província de Teerão, Ali al-Qasimehr, afirmou que 160 pessoas foram condenadas a penas entre cinco e dez anos de prisão, enquanto outras 80 foram condenadas a penas entre dois e cinco anos de prisão.
Outras 160 pessoas receberam sentenças de até dois anos, enquanto 70 foram multadas pelo seu papel na «agitação», segundo a agência noticiosa iraniana Tasnim. As ONG têm denunciado a detenção de milhares de pessoas em ligação com os protestos.
Até agora, as autoridades iranianas executaram duas pessoas condenadas pelo seu papel nos protestos, suscitando críticas da comunidade internacional, que apelou a Teerão para comutar estas sentenças e acabar com a sua repressão das manifestações.
A Guarda Revolucionária Iraniana confirmou recentemente que mais de 300 pessoas foram mortas desde o início dos protestos, o primeiro número oficial de mortos desde que os protestos começaram após a morte de Amini, um membro da minoria curda iraniana. O número é inferior ao fornecido pela ONG, o que coloca o número de mortos em mais de 400 pessoas mortas na repressão pelas forças de segurança.






