
Diz-se que mais de 300.000 aves foram infectadas pela gripe aviária na sequência de um surto da doença na província equatoriana de Cotopaxi há três semanas, embora a situação esteja agora sob controlo, informou o Ministério da Agricultura do Equador.
Questionado sobre o número real de aves infectadas após o surto, Patricio Almeida, director da Agência para a Regulação e Controlo da Saúde Fitossanitária e Animal (Agrocalidad), disse ter estimado que mais de 300.000 aves estavam infectadas com o vírus.
«Estimamos que haverá pouco mais de 300.000 aves», disse Almeida na segunda-feira, sublinhando que apesar da situação «não há possibilidade de escassez», aludindo ao facto de 180.000 aves terem sido abatidas até agora.
A notícia chega semanas após o Ministro da Agricultura, Bernardo Manzano, afirmar que para fazer face ao surto «uma emergência sanitária mantém-se em vigor durante 90 dias, até ao final de Fevereiro de 2023», assegurando que facilita o trabalho e a intervenção de centenas de técnicos que realizam controlos e avaliação de amostras em todo o país.
Com esta decisão, as autoridades equatorianas decretaram que, durante os próximos 90 dias, nenhuma ave, produtos ou derivados de origem avícola – tais como ovos, galinhas ou frangos, entre outros – poderão ser retirados das explorações afectadas.
O Ministro Manzano insistiu que a gripe aviária não representa actualmente um risco para a saúde dos cidadãos que comem ovos ou carne de galinha, cujo consumo, disse ele, «está garantido».
As autoridades declararam o primeiro caso de gripe das aves no fim-de-semana passado numa quinta na província de Cotopaxi. Na sequência disto, as autoridades lançaram um plano de segurança nacional para conter a possível propagação da doença.






