
O governo minoritário do primeiro-ministro eslovaco Eduard Heger prolongou na terça-feira a sua agonia por mais dois dias depois de o parlamento ter votado a favor do adiamento até quinta-feira de uma moção de censura que parece ser bem sucedida.
Com 77 votos a favor, 52 contra e 21 abstenções, o parlamento aprovou dar ao governo mais dois dias para negociar uma solução para a crise e mesmo a possibilidade de convocar eleições antecipadas, como confirmou o porta-voz do partido no poder, Michal Sipos, relata o diário «Sme».
A moção de não-confiança é uma iniciativa do partido Liberdade e Solidariedade (SaS), que até este Verão fazia parte de um governo de coligação que agora tem 70 lugares, seis a menos do que o necessário para evitar a moção, e tem tentado persuadir os deputados independentes.
A oposição argumenta que o actual governo perdeu a sua razão de ser, uma vez que não conseguiu lidar eficazmente com a crise energética, a inflação, o aumento da pobreza e o afluxo maciço de refugiados ucranianos.
Por sua vez, acusaram o Ministro da Economia e Vice-Primeiro Ministro, Igor Matovic, de ter abusado da sua posição para levar a cabo a sua vingança particular contra rivais políticos.






