
A Câmara Criminal Permanente do Supremo Tribunal do Peru rejeitou na terça-feira o recurso interposto pelo ex-presidente do país Pedro Castillo para anular a sua detenção provisória por um período de sete dias no âmbito da investigação contra ele pelo alegado crime de rebelião, depois de ter tentado dissolver sem sucesso o Congresso.
Assim, o ex-presidente Castillo terá de cumprir a detenção da semana imposta pelo juiz Juan Carlos Checkley e também exigida pelo Ministério Público da Nação Andina, conforme noticiado pela estação de rádio local RPP.
Castillo está em prisão preventiva desde quarta-feira 7 de Dezembro, quando foi detido pela sua própria equipa de segurança pouco depois de se dirigir à nação para anunciar a dissolução do Congresso, o estabelecimento de um governo de emergência e a convocação de eleições legislativas para lançar um novo processo constitucional.
A manobra de Castillo, de que os antigos primeiros-ministros Aníbal Torres e Betssy Chávez teriam conhecimento, foi rapidamente interceptada pelo Congresso da República, que aprovou uma moção de censura contra ele.
Desde então, protestos contra a sua prisão e a favor do encerramento de um Congresso que desde o primeiro dia tem vindo a manobrar para o retirar do cargo têm continuado, com o resultado de que sete pessoas morreram e cem ficaram feridas entre a polícia e os manifestantes. O novo governo de Dina Boluarte apelou ao diálogo e convocou um gabinete de crise para lidar com a crise.






