
Os Estados Unidos sancionaram na segunda-feira o filho do presidente do Zimbabué e três outros indivíduos acusados de corrupção, horas antes do início de uma cimeira em África onde o presidente dos EUA, Joe Biden, se está a reunir com líderes africanos.
O Departamento do Tesouro dos EUA impôs sanções contra Emmerson Mnangagwa Junior – filho de Emmerson Mnangagwa – pela sua relação com o empresário Kudakwashe Tagwirei, proprietário da Sakunda Holdings, que foi sancionado por alegada corrupção em 2020.
O Tesouro também sancionou a esposa de Tagwirei, co-fundadora de Sakunda; Nqobile Magwizi, director de marketing da empresa; e Obey Chimuka, proprietária da Fossil Contracting e directora da Fossil Agro, duas empresas também sancionadas por fornecerem apoio material e logístico ao governo do Zimbabué.
«O objectivo das sanções é a mudança de comportamento. As acções de hoje demonstram o nosso apoio a um Zimbabué transparente e próspero», disse o Subsecretário do Tesouro Brian Nelson.
O Tesouro salientou que o pacote de sanções visa os violadores dos direitos humanos e aqueles que minam os processos democráticos ou facilitam a corrupção.
As sanções dos EUA não visam o povo do Zimbabué, o país do Zimbabué ou o sector bancário zimbabueano, afirma uma declaração do Departamento de Estado norte-americano.
«Instamos o Governo do Zimbabué a tomar medidas significativas para criar um Zimbabué pacífico, próspero e politicamente vibrante, e a abordar as causas profundas de muitos dos males do Zimbabué: as elites corruptas e o seu abuso das instituições do país em proveito pessoal», disse Nelson.






