
As autoridades peruanas confirmaram a morte de pelo menos sete pessoas em confrontos entre a polícia do país e manifestantes em protestos em curso no sul do Peru exigindo a libertação do ex-presidente Pedro Castillo e a realização de eleições presidenciais.
Do número total de mortes, seis ocorreram no departamento de Apurímac, enquanto outro ocorreu em Arequipa, de acordo com as direcções regionais de saúde de ambas as regiões em declarações relatadas pela estação de rádio RPP.
Entre os mortos encontram-se dois menores, de 15 e 16 anos, que foram mortos em manifestações nas cidades de Andahuaylas e Chincheros, ambas em Apurímac.
O governo regional da Apurímac disse também que 28 pessoas foram dadas como feridas na segunda-feira.
Por seu lado, o departamento regional de saúde de Arequipa informou que 26 pessoas foram feridas durante os protestos, 16 das quais homens e oito mulheres.
Para além dos civis, até 119 agentes da polícia foram feridos em todo o país, incluindo um que permanece gravemente ferido e seis que foram mantidos como reféns durante várias horas, disse um agente da polícia à RPP.
Quinze agentes da polícia também foram feridos após terem sido atacados com fogo de artifício e explosivos durante um confronto em Andahuaylas, Apurimac, disse a Polícia Nacional Peruana num comunicado.
Milhares de pessoas protestam no sul do país contra a demissão de Pedro Castillo, apelando ao novo governo para convocar eleições presidenciais.
Os confrontos entre a polícia e os manifestantes levaram o presidente do país andino, Dina Boluarte, a declarar o estado de emergência em três regiões do país: Ica, Arequipa e Apurimac.
«Anuncio a declaração de estado de emergência nas áreas de elevado conflito social. Dei instruções para a recuperação pacífica do controlo da ordem interna, sem afectar os direitos fundamentais dos cidadãos», disse o recém-nomeado presidente peruano num discurso televisivo no domingo à noite.
60 DIA DE EMERGÊNCIA Um dia depois de Boluarte ter anunciado a declaração do estado de emergência no sul do país devido aos turbulentos protestos, o executivo detalhou que a medida irá durar 60 dias.
O estado de emergência irá durar pouco mais de dois meses nos departamentos de Ica, Arequipa e Apurímac, segundo a agência noticiosa Andina.
Neste contexto, a Polícia Nacional peruana poderá manter «o controlo da ordem interna», tudo com o apoio das Forças Armadas, de acordo com um decreto publicado na segunda-feira à tarde pelo Executivo.






