
A Organização Internacional para as Migrações (OIM) relatou que 27 migrantes, incluindo quatro crianças, morreram de sede no deserto chadiano.
A OIM, que disse estar «profundamente chocada e triste», disse que os migrantes partiram numa carrinha da cidade chadiana de Moussoro há 17 meses atrás.
«Acredita-se que o camião se perdeu nas profundezas do deserto, avariou devido a problemas mecânicos, e os migrantes morreram subsequentemente de sede», disse a OIM numa declaração.
Anne Kathrin Schaefer, chefe da missão da OIM no Chade, disse que «é necessária uma acção colectiva mais forte para evitar mais mortes».
«Estamos profundamente entristecidos com esta última tragédia e expressamos as nossas sinceras condolências às famílias dos migrantes», disse Schaefer.
«Sem acesso a informação fiável e a rotas migratórias seguras, os migrantes continuarão a tomar caminhos arriscados através do deserto profundo e perigoso, com consequências trágicas», disse o chefe da missão da OIM.
O Projecto Migrantes Desaparecidos da OIM documentou as mortes e desaparecimentos de mais de 5.600 pessoas em trânsito no Deserto do Sara desde 2014, tendo sido registadas até agora 149 mortes este ano.






