
Dois investigadores etíopes, apoiados por um grupo de direitos humanos queniano, apresentaram uma queixa no Supremo Tribunal do Quénia contra a empresa mãe do Facebook Meta por promoverem o ódio e a violência durante a guerra civil da Etiópia.
O académico etíope Abrham Meareg e a consultora de ONG da Amnistia Internacional Fisseha Tekle apresentaram uma queixa no Tribunal Superior do Quénia acusando a Meta de espalhar ódio por receitas publicitárias.
O pai de Abrham Meareg, natural de Tigray, tinha sido alvo de mensagens de ódio no Facebook antes de ser morto em Outubro de 2021, o académico etíope alega no seu relatório, que também é apoiado pelo Instituto Katiba, uma ONG queniana de direitos humanos.
«Meta não forneceu pessoal suficiente no Quénia para moderar adequadamente o conteúdo em línguas africanas», o texto especifica, acrescentando que os postos na plataforma «alimentam conflitos», especialmente durante a guerra civil da Etiópia.
O documento salienta que o algoritmo do Facebook prejudicou 500 milhões de pessoas em diferentes partes de África. Como tal, apelou a medidas para acabar com a «discriminação sistemática» contra os utilizadores africanos.
Entre as exigências estão a remoção de comentários que incitam à violência e a criação de um fundo de 1,6 mil milhões de dólares (1,5 mil milhões de euros) para as vítimas de ódio e violência causada pelo Facebook.






