
Uma maioria de cidadãos húngaros, quase dois terços, acreditam que o Primeiro-Ministro Viktor Orbán e o partido governante Fidesz são «pessoalmente» responsáveis pelo congelamento de parte dos fundos de coesão da Hungria por parte da Comissão Europeia.
Um inquérito conduzido pelo Instituto Publicus mostra que a grande maioria dos inquiridos acredita que o governo é directamente responsável por estas medidas. Contudo, um quinto dos inquiridos acredita que o verdadeiro culpado nesta situação é a União Europeia, que decidiu esta semana congelar 6,3 mil milhões de euros destes fundos devido à falta de progressos na luta contra a corrupção e ao reforço do Estado de direito exigido ao governo de Orbán, apesar do facto de a Hungria ter finalmente desbloqueado a assistência macrofinanceira à Ucrânia.
Apenas um décimo dos húngaros acredita que a culpa é da oposição, enquanto apenas sete por cento culpa a guerra na Ucrânia ou as sanções impostas pelo conflito, como afirma o governo.
Os eleitores e apoiantes da Fidesz escolheram culpar principalmente a UE, cerca de 57%, enquanto treze por cento culpam a comunidade internacional.
Apenas pouco mais de um décimo dos eleitores do partido governamental acreditam que o congelamento dos fundos é uma consequência da invasão russa da Ucrânia e das sanções associadas ao conflito.






