
Sue Sha Shin Thant, uma influente activista dos direitos LGBT birmaneses, foi condenada na quarta-feira a 22 anos de prisão por um tribunal militar controlado pela junta que governa o país desde o golpe de Fevereiro de 2021.
Fontes próximas do caso indicaram em declarações ao jornal «The Irrawaddy» que a jovem, que foi presa pelas forças de segurança há mais de um ano, foi condenada a 20 anos de prisão por terrorismo e mais dois anos por incitação à violência.
A comunidade LGBTI na Birmânia tem sido alvo de represálias por parte da junta militar, especialmente por participar nos protestos que têm tido lugar no país desde o golpe. Alguns deles juntaram-se à resistência armada.
Shint Thant é encarcerado numa área de detenção separada na prisão de Obo, tal como indicado por outros activistas, que declararam que lhe são permitidas visitas de membros da família.
A activista ajudou a redigir a Lei de Protecção das Mulheres contra a Violência antes do golpe de Estado.






