
O Presidente colombiano Gustavo Petro anunciou na quarta-feira que cerca de 100.000 jovens de regiões remotas e humildes da Colômbia serão escolhidos como novos gestores de paz, bem como um pagamento mensal de um milhão de pesos (cerca de 200 euros) para lhes permitir estudar.
Petro salientou que os beneficiários desta medida serão os jovens de baixos rendimentos, uma vez que são «a base fundamental da paz», sublinhando que isso significará «pouco dinheiro» para o Estado. «Se a minha matemática não me falhar, serão 1,2 mil milhões (235.000 euros)», disse ele durante um evento para promover o emprego dos jovens.
Com esta figura de gestor da paz, o governo da Petro pretende envolver jovens de organizações sociais e humanitárias para que possam participar no processo de reconciliação nacional a partir das suas comunidades.
Alguns destes gestores da paz virão de vários dos que foram presos na agitação social de 2021, como confirmou Petro. A controvérsia surge porque poderiam ser membros da «Primeira Linha», um grupo de manifestantes que durante esses protestos se chocaram com uma força policial que foi amplamente questionada pelo seu uso excessivo da força.
«É uma medida que procura a reconciliação», explicou o Ministro da Justiça, Néstor Osuna, que perante o tumulto teve de esclarecer que não se trata de um perdão ou de uma amnistia, pois as pessoas designadas como agentes de paz que têm dívidas com o sistema judicial terão de responder por elas.






