
O vice-presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Nguema Obiang, conhecido como «Teodorín», está a ser investigado pela Polícia Federal do Brasil em colaboração com as autoridades de Portugal, França e Suíça por um alegado crime de branqueamento de capitais, de acordo com várias reportagens dos meios de comunicação social.
Embora a polícia brasileira não mencione o seu nome, meios de comunicação como a ‘Folha de São Paulo’ sustentam que «o estrangeiro politicamente exposto» mencionado pela instituição é ‘Teodorín’, filho de Teodoro Obiang, que governa a Guiné Equatorial há quase meio século no meio de alegações de fraude eleitoral.
Como parte da ‘Operação Vida de Luxo’ – em referência ao hashtag utilizado pelo suspeito quando publica o seu estilo de vida ostensivo nas redes sociais – foram emitidos cinco mandados de busca para casas em França, Portugal e Suíça.
Teodorín’ tem sido destacado em numerosas ocasiões pela ostentação de luxo que não se dá ao trabalho de esconder. Nesta operação, está a ser investigado por branqueamento de capitais na compra de um apartamento de luxo avaliado em 15,6 milhões de reais (2,7 milhões de euros) em 2007, numa das zonas mais exclusivas de São Paulo.
A polícia brasileira suspeita que a propriedade foi comprada através de empresas offshore para esconder dinheiro público desviado dos cofres públicos do país africano. Conjecturas já confirmadas em aquisições de bens e veículos de luxo pelas autoridades judiciais no Reino Unido, Estados Unidos e França.
Ao mesmo tempo, solicitaram também que o segredo bancário e fiscal dos envolvidos na compra deste imóvel na capital de São Paulo fosse quebrado, a fim de tentar descobrir a origem do dinheiro.
Não é a primeira vez que as autoridades brasileiras têm nas mãos o «Teodorín», uma vez que em 2018 apreenderam 13,8 milhões de euros em dinheiro e uma pontuação de relógios de luxo da sua comitiva no aeroporto de Viracopos em São Paulo.
Teodorín já foi condenado pelo sistema judicial francês em 2021 a três anos de prisão suspensa, a uma multa de 30 milhões de euros e à apreensão dos seus bens em França, após ter sido descoberto que utilizou o dinheiro público do seu país para comprar propriedades de luxo em várias partes do mundo.






