
Um tribunal na capital do Paquistão, Islamabad, convocou o antigo primeiro-ministro Imran Jan a 9 de Janeiro para o acusar de vender presentes recebidos de líderes internacionais durante o seu mandato.
A magistratura paquistanesa anunciou a abertura de um processo penal contra Jan por alegadamente roubar presentes caros dados ao Estado, segundo o procurador Saah Hassan.
Entre os presentes que Jan recebeu quando era chefe de governo (2018-2022) encontrava-se uma espingarda dourada AK-47, jóias, diamantes e relógios de luxo e botões de punho dados pelos governantes dos países mais ricos do Golfo Pérsico.
Ao abrigo da lei paquistanesa, Jan foi obrigado a entregar estes presentes ao Estado. No entanto, o antigo primeiro-ministro vendeu-os na cidade Emirati do Dubai e nunca declarou as receitas na sua propriedade.
As autoridades eleitorais já desqualificaram Jan da política pelo mesmo delito e agora, se condenado, o ex-primeiro-ministro poderá ser condenado a penas de prisão.
O seu partido, o Movimento pela Justiça do Paquistão, rejeitou a decisão e lamentou a tentativa das autoridades de manter o líder popular paquistanês fora da política através de «manobras deploráveis».
Jan chegou ao poder após uma eleição disputada em 2018 e foi deposto pelo parlamento paquistanês em Abril passado através de uma moção de desconfiança. Na sequência destes acontecimentos, o antigo primeiro-ministro encenou marchas de massas exigindo o seu regresso ao primeiro-ministro.






