
O chefe do gabinete presidencial ucraniano, Andri Yermak, tem insistido que as negociações com a Rússia serão, de qualquer forma, o último passo para a paz, pois ele acredita que outras condições devem ser satisfeitas primeiro.
«A paz não é simplesmente a ausência de combates. Portanto, a opinião de alguns políticos ocidentais de que sentar-se à mesa de negociações é a primeira coisa que deve acontecer antes que a paz possa reinar na Ucrânia está fundamentalmente errada», argumentou Yermak numa coluna de opinião para The Economist.
De acordo com Yermak, os países ocidentais precisam de pressionar mecanismos para «dissuadir os agressores russos, puni-los e forçá-los a cumprir as suas obrigações ao abrigo do direito internacional».
«Qualquer negociação permitirá à Rússia utilizar a diplomacia como arma, dando a si própria um espaço de manobra para se preparar para o próximo acto de agressão», advertiu o chefe do gabinete presidencial da Ucrânia.
Por conseguinte, Yermak salientou que antes de se sentar para negociar a paz, certas condições devem ser cumpridas, tais como a segurança nuclear, ambiental e alimentar, limitando as receitas da Rússia com a venda da sua energia, reforçando a defesa ucraniana, garantindo a justiça e libertando os prisioneiros.






