
As autoridades chinesas condenaram na quinta-feira a «sabotagem» do gasoduto Nord Stream em Setembro e apelaram ao fim da «intimidação» no sector da energia à medida que a invasão russa da Ucrânia continua.
O embaixador da China na Rússia, Zhang Hanhui, disse que «compreende as acções da Rússia para proteger os seus interesses no mercado internacional da energia». «A China condena veementemente qualquer tipo de acção de sabotagem. Estas acções deliberadas destroem as infra-estruturas civis e são inaceitáveis», disse ele.
«A China opõe-se às políticas de intimidação levadas a cabo por alguns países no sector e nunca permitirá que forças estrangeiras interfiram na cooperação energética China-Rússia», o diplomata foi citado como tendo dito pela agência noticiosa Interfax.
Salientou também que a China se tornou o maior consumidor mundial de gás natural e indicou que tem «um grande potencial para aumentar as importações de gás».
«A cooperação sino-russa no domínio da energia é uma pedra angular da relação entre os dois países e um factor positivo na manutenção da segurança energética global. Nos primeiros dez meses de 2022, o fornecimento de gás da Rússia à China aumentou 173 por cento em comparação com o mesmo período do ano passado», disse ele.
Neste sentido, manifestou a sua vontade de melhorar a cooperação e a relação entre as partes para alcançar «benefícios mútuos». «Podemos também intensificar a cooperação em todos os aspectos da cadeia de produção», sublinhou ele.






