
O Parlamento Europeu reconheceu na quinta-feira a fome da era soviética ‘Holodomor’ que matou milhões de ucranianos como genocídio numa mensagem de apoio a Kiev após ter designado a Rússia como ‘patrocinador estatal do terrorismo’ no mês passado.
Com 507 votos a favor, 12 contra e 17 abstenções, os deputados europeus «condenam veementemente estes actos, que causaram a morte de milhões de ucranianos» e apelam à comunidade internacional e às organizações multilaterais para que reconheçam este episódio entre 1932 e 1933 como um genocídio contra o povo ucraniano.
Os eurodeputados apelam aos actuais líderes russos a pedir desculpa pela Holodomor, considerando-os os principais sucessores da União Soviética, e condenam a manipulação da história por parte do Kremlin, bem como apelam à UE a sensibilizar a opinião pública para este acontecimento histórico e outros crimes do regime soviético.
O texto estabelece ligações entre a fome do povo ucraniano em 1932 e a actual agressão militar russa contra a Ucrânia, acusando o actual regime de perseguir os ucranianos, violando a soberania e integridade territorial do país e procurando liquidar o próprio Estado ucraniano e destruir a sua identidade e cultura.
O Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky agradeceu ao Parlamento Europeu no Twitter pela sua declaração «importante e justa». «Espero um maior reconhecimento do ‘Holodomor’ como genocídio por todos os países civilizados do mundo», disse ele.






