
O primeiro-ministro da unidade da Líbia, Abdul Hamid Dbeibé, anunciou quinta-feira que enviou uma equipa governamental para acompanhar o caso do alegado bombardeiro que destruiu um avião da Pan Am com 270 pessoas a bordo sobre a cidade escocesa de Lockerbie em 1988.
Abu Agila Mohamed Masud Jeir al Marimi, um cidadão líbio, está detido nos Estados Unidos após um julgamento iniciado em 2020 para o julgar pela morte dos 169 cidadãos norte-americanos no avião.
Dbeibé na quinta-feira ordenou a designação de uma firma de advogados e a facilitação da viagem da família para os Estados Unidos. «A cooperação e coordenação para a extradição foi levada a cabo de acordo com o direito internacional», disse ele, de acordo com os meios de comunicação locais.
O primeiro-ministro da unidade líbia explicou que, após a sua classificação como terrorista e após a emissão de um mandado de captura, era dever das autoridades internacionalmente reconhecidas extraditá-lo a fim de «limpar» o país do terrorismo, tal como relatado pelo «The Libya Observer».
De acordo com o perfil publicado na altura pelo Departamento de Justiça, o arguido trabalhou para os serviços secretos líbios, inclusive como perito técnico na construção de engenhos explosivos, de aproximadamente 1973 a 2011.
O Departamento de Justiça dos EUA também alegou que Masud esteve envolvido no atentado bombista de 1986 contra a discoteca LaBelle em Berlim Ocidental da então República Federal da Alemanha, no qual dois militares norte-americanos foram mortos.






