
O governo canadiano disse na quarta-feira que irá revogar uma derrogação de sanções que permitiu a reparação das turbinas Nord Stream 1 em Montreal.
A Ministra dos Negócios Estrangeiros canadiana Melanie Joly e o Ministro dos Recursos Naturais Jonathan Wilkinson anunciaram a decisão, criticando a posição do Presidente russo Vladimir Putin, a quem culpam por «nunca querer que o Nord Stream volte a funcionar em pleno».
«Dado que Putin foi forçado a demonstrar que a sua intenção nunca era devolver a Nordstream 1 ao seu pleno funcionamento, e que o próprio gasoduto se tornou inoperante, o Governo do Canadá decidiu revogar a derrogação de sanções limitadas no tempo que foi concedida para permitir que as turbinas a serem reparadas nas instalações da Siemens em Montreal fossem devolvidas à Alemanha», lê-se numa declaração conjunta.
Os funcionários canadianos criticaram Moscovo por «procurar semear esta divisão (no Ocidente) alegando que era necessária uma turbina para reparação», numa tentativa de culpar o Canadá pela redução das exportações de gás natural.
«Este Verão, o regime russo e o seu braço de propaganda procuraram explorar a instabilidade criada pela sua invasão ilegal da Ucrânia para justificar uma maior desestabilização da segurança energética europeia», acusaram Joly e Wilkinson.
«Ao fazê-lo, o Presidente Putin esperava semear a divisão entre aliados que tinham demonstrado e continuam a demonstrar uma unidade sem precedentes no apoio à Ucrânia», acrescentaram eles.






